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Revolucionando o Processo Criativo: A Busca por uma Arquitetura com Alma


Em meio à revolução do meu processo criativo, abracei um desafio que mexeu comigo como arquiteta: como resgatar o telhado aparente – um elemento tão cheio de personalidade – e torná-lo único, contemporâneo e exclusivo?

Assim, mergulhei em croquis e esboços, traçando linhas que fossem além do óbvio. Não se tratava de nostalgia ou de replicar o passado. Muito pelo contrário: era sobre criar uma nova tendência. Uma arquitetura que tivesse a cara de casa – aconchegante, humana, familiar –, mas com linguagem atual, relevante e inovadora.

Confesso: não queria – e não quero – copiar ou retroceder. A missão era fugir da mesmice dos “caixotes” sem alma que infestam nossas cidades. E quando falo “caixote”, não me refiro à arquitetura retilínea e sofisticada, cheia de intenção e rigor. Falo, sim, daquela arquitetura monótona, desprovida de caráter, personalidade e cuidado – aquela que parece saída de uma linha de produção sem rosto, sem história, sem emoção.

Para escapar desse “mais do mesmo”, voltei meus olhos para um elemento esquecido por muitos, mas cheio de potência expressiva: o telhado. E foi aí que me apaixonei pela telha single. Além do visual clean e moderno, ela é leve, resistente, de instalação ágil e com um desempenho incrível. Mas o mais importante: permite desenhos ousados, dinâmicos e cheios de identidade.

Minha inspiração, mais uma vez, veio do mestre Frank Lloyd Wright e suas icônicas “Casas da Pradaria”, onde os telhados não eram apenas coberturas, mas extensões da terra, horizontes arquitetônicos que dialogavam com a paisagem.

A partir daí, deixei a criatividade fluir. Percebi que, na ânsia de simplificar, nós, arquitetos, fomos eliminando camadas, detalhes, elementos que tornam a arquitetura vibrante e humana. Abolimos ornamentos, texturas, volumes… e, no processo, esvaziamos os espaços de significado. Que contradição: a arquitetura é feita para pessoas, mas muitas vezes se tornou fria, impessoal, distante.

Menos passou a ser menos. E eu quero mais. Mais personalidade. Mais elementos que contem histórias. Mais detalhes que emocionam. Mais humanidade.

E isso me levou a uma reflexão urgente: Que arquitetura queremos para o homem contemporâneo? Que características ela deve ter?

Quem é esse homem? Como ele vive? Quais são seus hábitos, seus sonhos, suas necessidades profundas? Como a arquitetura pode, de fato, servir – e elevar – a experiência humana?

Estou em busca dessas respostas. E cada projeto é um passo nessa direção.

Se você também acredita que a arquitetura pode – e deve – ser mais humana, me conta nos comentários: o que te move? O que te inspira? O que você espera do espaço que habita?


Autoria: Isabella Dalfovo


 
 
 

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