Por Que os Materiais Naturais Estão de Volta – E Dessa Vez Para Ficar
- Arquitetura e Interiores Isabella Dalfovo
- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Já percebeu aquela onda aconchegante e cheia de personalidade tomando conta do Instagram? Madeira, pedra, formas orgânicas… Não é por acaso. Os materiais naturais estão de volta à arquitetura – e não como uma tendência passageira, mas como um movimento profundo de resgate do que é autêntico, humano e verdadeiro.
E não é difícil entender o porquê.
A pandemia nos recolheu para dentro de nossas casas – e, de repente, nos demos conta de que muitos dos espaços em que vivíamos eram funcionais, mas vazios. Lindos, mas frios. Modernos, mas sem alma. Foi então que começamos a buscar algo mais: aconchego e personalidade. Dois valores que não se compram em catálogos – nascem da matéria, da textura, da história que cada material carrega.
Muitos clientes me perguntam, com um certo receio:“Mas não fica pesado? Não sobrecarrega o ambiente?”A minha resposta é sempre a mesma: Não.Tudo depende de como usamos esses elementos.
Imagine uma casa com grandes panos de vidro, onde a luz invade os ambientes e a vegetação parece entrar pela janela. Nesse contexto, madeira e pedra não só são bem-vindos – são protagonistas. Eles conversam com o exterior, criam harmonia, trazem a natureza para dentro sem pedir licença. É uma dança delicada entre o orgânico e o construído, onde cada elemento reforça o outro.
Agora, em espaços menores, com menos aberturas ou pouca integração com o exterior, o cuidado deve ser maior – mas não a exclusão. É uma questão de dosagem, de equilíbrio, de saber onde e como realçar a presença desses materiais sem comprometer a sensação de amplitude.
Uma coisa é certa: madeira, pedra e vegetação foram feitos para estar juntos. Eles se complementam, se realçam, criam ambientes que respiram vida e conforto. São materiais que envelhecem com graça, contam histórias e transformam simples moradias em lares – com L maiúsculo.
Esta não é uma volta ao passado. É uma reconciliação com o essencial. É a arquitetura lembrando que sua maior função é abrigar não só corpos, mas também emoções.
E você, já sentiu essa necessidade de trazer mais natureza para dentro de casa?
Autoria: Arquiteta Urbanista Isabella Dalfovo







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