
Shopping do Pet Apel - Antes e Depois
Como o redesign total de um espaço, aliado a uma identidade de marca conceitual, multiplicou o faturamento de um pet shop curitibano por oito.
Quando fui contratada para o projeto, o diagnóstico foi imediato. O imóvel —uma antiga revenda de veículos, de fachada fechada e tom predominantemente cinza— morria no meio de uma rua que era uma sequência de elementos iguais. A construção passava despercebida, sem convite, sem identidade. Estava claro para mim que o potencial comercial do ponto ia muito além de um pet shop tradicional.
A visão apresentada aos clientes foi a de criar não um pet shop comum, mas um Shopping do Pet: um conceito experiencial, semelhante a um pequeno shopping center, onde o cliente passeasse, descobrisse setores, se demorasse. Como a marca não existia ainda, assumi a tarefa completa: nomenclatura estratégica, criação do nome "Shopping do Pet Appel", desenvolvimento da marca e da comunicação visual, e o conceito de marketing que orientaria toda a operação.
O primeiro grande desafio era a fachada. Preservando o orçamento, trabalhei com telhas de zinco pintadas em composição multicolorida, ancoradas em uma base preta —tom que ao mesmo tempo unificava a leitura e camuflava elementos existentes no volume, como o forro mineral. O resultado: amplitude visual imediata, contraste com a paisagem cinza ao redor e uma nova referência na rua.
A estratégia interna foi pensada para otimizar a experiência e, com ela, o desempenho comercial. Substituímos o porcelanato cinza por um piso com aparência amadeirada, levando calor e uma sensação sensorial de acolhimento. O layout foi redesenhado para que o cliente não fosse direto ao produto intencionado —como uma ração específica—mas fosse conduzido por percursos atrativos que conduzissem à exploração da loja inteira. A lógica era clara: mais tempo de permanência, ticket médio mais alto.
Dois espaços se tornaram emblemáticos do conceito:
Área de Convivência Externa: playground pet e área de descanso, integrada à fachada. O ambiente virou um destino de passeio —palco de eventos, encontros e ações da comunidade em torno da marca —e reposicionou o negócio como um verdadeiro universo pet.
Setor Felino: diferentemente do tratamento usual —um cantinho secundário—, ganhou destaque arquitetônico próprio, sinalização dedicada e comunicação visual pensada para atrair o olhar. Sua importância foi equalizada à dos demais setores.
Cada ângulo do novo espaço foi desenhado para contar uma história e, assim, ser instagramável. Esse perfil gerou um marketing orgânico potente: clientes se tornaram promotores espontâneos da marca, publicando fotos, marcando amigos, amplificando alcance —sem custo adicional de mídia.
O sucesso foi quantificável e rápido. Após a inauguração, já no primeiro mês a obra teve um aumento de 400% nas vendas. Consolidado em poucos meses, o faturamento foi multiplicado por quase oito vezes em relação à operação anterior. O Shopping do Pet Appel comprova, de forma tangível, que arquitetura comercial bem alinhada a uma estratégia de marca vai muito além da estética: seu papel é funcional e econômico —transformar espaços em experiências que ampliam significativamente os lucros do negócio. Essa é a verdadeira potência do design aplicado ao varejo.
Power in Numbers
30
Programs
50
Locations
200
Volunteers
Project Gallery













